Projeto Pedagógico do Curso

O Parecer CNE/CES nº 1.301/2001 e a Resolução CNE/CES nº 7/2002, que tratam das Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Ciências Biológicas, estabelecem que “O Licenciado em Biologia deve ter formação generalista, mas sólida e abrangente em conteúdos dos diversos campos da Biologia, preparação adequada à aplicação pedagógica do conhecimento e experiências de Biologia e de áreas afins na atuação profissional como educador nos ensinos fundamental e médio”.

Somando-se a isso, de acordo com a legislação, o egresso do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do IFFar apresentará o seguinte perfil:

I. Generalista, crítico, ético, e cidadão com espírito de solidariedade;

II. Detentor de adequada fundamentação teórica, como base para uma ação competente, que inclua o conhecimento profundo da diversidade dos seres vivos, bem como sua organização e funcionamento em diferentes níveis, suas relações filogenéticas e evolutivas, suas respectivas distribuições e relações com o meio em que vivem;

III. Consciente da necessidade de atuar com qualidade e responsabilidade em prol da conservação e manejo da biodiversidade, das políticas de saúde, meio ambiente, biotecnologia, bioprospecção, biossegurança, na gestão ambiental, tanto nos aspectos técnico-científicos, quanto na formulação de políticas e de se tornar agente transformador da realidade presente, na busca de melhoria da qualidade de vida;

IV. Comprometido com os resultados de sua atuação, pautando sua conduta profissional por critérios humanísticos, compromisso com a cidadania e rigor científico, bem como por referenciais éticos legais;

V. Consciente de sua responsabilidade como educador, nos vários contextos de atuação profissional;

VI. Apto a atuar multi e interdisciplinarmente, adaptável à dinâmica do mundo do trabalho e às situações de mudança contínua do mesmo;

VII. Preparado para desenvolver ideias inovadoras e ações estratégicas, capazes de ampliar e aperfeiçoar sua área de atuação.

Nessa perspectiva, busca-se a formação de egressos que atuem como difusores de boas práticas ambientais, através do fomento da Educação Ambiental nas atividades de ensino, pesquisa e extensão e como mediadores no processo de ensino-aprendizagem nos diferentes espaços, níveis e modalidades de ensino. Deve ainda possuir uma base teórica sólida no que se refere à sua formação específica, assim como no campo pedagógico, tendo formação cultural ampla, sendo a sustentabilidade o princípio norteador.

Como professor, deve ser um profissional intelectual, crítico, ético, reflexivo e investigador, comprometido com o processo de ensino-aprendizagem, visando à formação de cidadãos capazes de agir na comunidade local/regional com responsabilidade social.

Esse profissional da educação deve desenvolver competências para orientar e mediar o processo ensino-aprendizagem nos diferentes espaços, níveis e modalidades de ensino; acolher, respeitar e dialogar com a diversidade existente na comunidade escolar e social; propor e incentivar atividades de enriquecimento social e cultural; desenvolver práticas investigativas; elaborar e executar projetos em educação; utilizar e propor metodologias balizadas pela pesquisa educacional contemporânea, bem como promover o trabalho cooperativo, estando apto a prosseguir seus estudos em programas de formação continuada e na pós-graduação.

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Pesquisa e extensão são duas dimensões da educação que contribuem incisivamente para a elaboração de novos saberes e permitem que o saber acadêmico dialogue com a sociedade. A pesquisa tem como principal função gerar conhecimentos científicos e tecnológicos e articular o desenvolvimento de políticas aprovadas pelos órgãos superiores. A extensão é uma ferramenta necessária que contribui na aproximação/interação da instituição com a comunidade, estreitando suas relações, possibilitando atender necessidades da sociedade em seu tempo e espaço. Constitui-se num elemento que Gramsci chama de ação orgânica ou, ainda, ação político-pedagógica. Quanto mais a extensão for acompanhada de pesquisa, mais força ou caráter orgânico ela poderá apresentar. Nesta perspectiva, o que se espera com a extensão e a pesquisa é contribuir para o pleno desenvolvimento do cidadão.

A pesquisa e a extensão se complementam e são indispensáveis ao ensino, concebendo o ensino como o processo de transmissão e apropriação de saberes historicamente sistematizados, a pesquisa como o processo de construção de saberes e a extensão como possibilidade de intervenção na realidade, que por sua vez permite retroalimentar o ensino e a pesquisa. Para ressaltar a importância da extensão e da pesquisa, a Constituição da República (Artigo 207) nomeia os três pilares fundamentais da educação brasileira: ensino, pesquisa e extensão.

As ações de pesquisa e extensão que serão proporcionadas pelo Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do IFFar, Campus Santa Rosa, têm como fio condutor fomentar o desenvolvimento de pesquisa e de extensão para fortalecer a educação científica e tecnológica, bem como proporcionar uma estreita vinculação ao ensino pelo desenvolvimento de projetos interdisciplinares, privilegiando temas de grande interesse e relevância social. A estrutura e operacionalização do Curso têm como fio condutor a pesquisa como possibilidade para construção e ressignificação de conceitos, de forma contextualizada, numa abordagem que supere a linearidade e a fragmentação dos conhecimentos, assegurando também a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.

De acordo com a explanação acima, os estudantes do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, a partir dos primeiros semestres e de acordo com os componentes curriculares, poderão realizar expedições e dias de campo, usar equipamentos de laboratório, realizar simulações e experimentos, produzir materiais didático-pedagógicos, possibilitando a abordagem dos conceitos num enfoque teórico-prático. Assim, os conteúdos serão abordados de forma que os licenciandos percebam a rede conceitual que articula as diferentes áreas do conhecimento das ciências da natureza que contribuem para o entendimento do complexo “mundo vivo”.

Desta forma, o princípio norteador da constituição de docentes é a relação dialógica entre a teoria e a prática. Elaborar conhecimentos teóricos necessários para a prática docente a partir da pesquisa, significa desenvolver, pessoal e coletivamente, o esforço investigativo intencional e sistemático, da apreensão da realidade e de sua contribuição na transformação.

A pesquisa como atitude cotidiana está na base da formação inicial e continuada do bom professor, considerando que a mesma permite aproximá-lo da realidade de seus alunos, podendo se constituir em instrumento de reflexão sobre sua prática, o que contribui para a construção de conhecimentos significativos num enfoque interdisciplinar.

A Prática enquanto Componente Curricular (PeCC) atua como articuladora do currículo através de projetos interdisciplinares. A articulação será organizada por projetos de investigação, cujas temáticas estão contempladas nas disciplinas do semestre. Em cada semestre do Curso, os docentes atuantes auxiliarão no desenvolvimento da PeCC sobre a coordenação do professor responsável por este componente curricular.

 

A Avaliação dos Cursos de Graduação é um procedimento utilizado pelo Ministério da Educação (MEC) para o reconhecimento e/ou renovação de reconhecimento, representando uma medida necessária para a emissão de diplomas.

O Decreto nº 5.773 de 09 de maio de 2006 instituiu que a avaliação dos Cursos realizada pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) constituirá o referencial básico para os processos de regulação e supervisão da educação superior, a fim de promover a melhoria de sua qualidade. Esta avaliação passou a ser realizada de forma periódica com o objetivo de cumprir a determinação da Lei nº 9.394 de Diretrizes e Bases da Educação Superior, de 20 de dezembro de 1996, a fim de garantir a qualidade do ensino oferecido pelas Instituições de Educação Superior.

         O acompanhamento e a avaliação do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas se darão com base na Resolução nº 13/2014 do IF Farroupilha, onde o SINAES normatiza a avaliação da educação superior a partir de três perspectivas:

•    Avaliação de Desempenho dos Estudantes;

•    Avaliação Externa de Cursos Superiores e Instituições;

•    Autoavaliação Institucional.

A avaliação de desempenho dos estudantes é realizada através do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes – ENADE, elaborado e aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), estabelecido por normativa própria.

A avaliação externa de Cursos Superiores tem como objetivo avaliar as condições do Curso para o seu reconhecimento e/ou renovação de reconhecimento. Enquanto que, a avaliação externa de Instituições avalia as condições para a oferta de ensino superior, resultando em ato de credenciamento ou recredenciamento para a oferta de ensino superior.

A autoavaliação institucional é realizada no âmbito da Comissão Própria de Avaliação (CPA), a qual tem por finalidade a implementação do processo de autoavaliação do IF Farroupilha, a sistematização e a prestação das informações solicitadas pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (CONAES). A CPA é constituída por uma Comissão Central, na Reitoria, e uma Comissão Local, em cada Campus.

A autoavaliação institucional é uma atividade que se constitui em um processo de caráter diagnóstico, formativo e de compromisso coletivo, que tem por objetivo identificar o perfil institucional e o significado de sua atuação por meio de suas atividades relacionadas ao Ensino, Pesquisa e Extensão, observados os princípios do SINAES, e as singularidades do IFFar Campus Santa Rosa.

Os resultados da avaliação externa dos Cursos superiores e da autoavaliação institucional devem ser utilizados como subsídios para a avaliação do Curso no âmbito do Núcleo Docente Estruturante, Colegiado de Curso e do respectivo Grupo de Trabalho, em conjunto com a Direção Geral e de Ensino, para fins de realização de melhorias contínuas (Art. 69, Resolução CONSUP n. 13/2014).

A autoavaliação é um processo contínuo por meio do qual o Curso dialoga sobre sua própria realidade para melhorar a sua qualidade. Para tanto, busca informações e analisa dados, procurando identificar fragilidades e potencialidades pertinentes ao seu funcionamento.

O Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas tomará como indicativos para a realização do processo de autoavaliação os seguintes aspectos:

- Análise do Projeto Político-Pedagógico do Curso realizado pelo Núcleo Docente Estruturante;

- Avaliação da infraestrutura;

- Desenvolvimento de atividades de Pesquisa e Extensão;

- Aprimoramento constante de docentes.

Após o processo de autoavaliação do Curso, algumas ações podem ser efetuadas para possíveis melhorias, dentre estas:

- Discussão e análise de questionários aplicados pela Comissão Própria de Avaliação (CPA) do Campus Santa Rosa.

- Discussão de linhas e grupos de pesquisa e de extensão do Curso.

- A análise e adequação das dimensões e dos indicadores de avaliação de Curso utilizados pelo INEP;

- A análise das provas do ENADE realizadas recentemente.

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