Projeto Pedagógico do Curso

O curso de Licenciatura em Computação visa formar professores, nas áreas do ensino da computação e informática na educação, capazes de tratar conteúdos específicos das áreas, sendo um profissional no exercício da docência na condução do trabalho pedagógico em espaços educativos formais e não-formais, envolvendo- se de forma participativa e atuante na dinâmica própria dos espaços escolares além de possuir uma postura investigativa em torno dos problemas educacionais e específicos das áreas mencionadas, atuando na concepção de soluções do desenvolvimento de processos educacionais. Para visualizar o Projeto Pedagógico do Curso, acesse o link: http://www.iffarroupilha.edu.br/projeto-pedag%C3%B3gico-de-curso/campus-santo-augusto

O curso deve garantir as competências relativas ao campo da Educação, com vistas na formação de um professor reflexivo-pesquisador estando orientado por princípios éticos, políticos e pedagógicos, articulando tecnologia e humanismo, tendo a prática profissional como eixo principal do currículo da formação de professores, utilizando o ensino da computação e a informática na educação como áreas fundamentais na formação dos estudantes.

O Câmpus Santo Augusto é uma IES com uma história bastante recente, contudo, o agir da Comunidade Acadêmica tem registrado ao longo de seus poucos anos de existência um traço de identidade, qual seja, a construção coletiva como pressuposto para a consolidação de sua gestão democrática e para o avanço e manutenção da qualidade do ensino por ela ministrado.

Nesse sentido a Instituição, ao pensar em suas propostas de cursos de Licenciaturas, definiu que a superação da fragmentação do currículo seria um dos principais aspectos a serem abordados. Por isso optou por integrar a prática educativa aos componentes curriculares de cada curso, ou seja, considera-se um avanço a discussão feita na proposta de Diretrizes das Licenciaturas, por afirmar que para “construir junto com seus futuros alunos experiências significativas e ensiná-los a relacionar teoria e prática é preciso que a formação de professores seja orientada por situações equivalentes de ensino e de aprendizagem” . Assim, na visão de Sacristán e Gómez, optar por um currículo de cultura integradora é se situar numa perspectiva de resistência e de busca de uma alternativa frente a uma prática dominante na cultura e sociedade modernas, entendendo que esta pretensão não é fácil.

O Câmpus Santo Augusto ousa ao apresentar uma proposta diferenciada, no sentido de integrar a prática profissional dentro dos componentes curriculares específicos de cada licenciatura, pois “a integração do conteúdo não é algo já dado com que ensino e professores possam contar. É uma aspiração e exigência cujo fim é a formação geral”.

Entende-se que a intenção da legislação vigente é a de que as IES busquem a melhor forma de preparar o futuro professor no sentido de articular os conteúdos específicos de cada Curso com as metodologias apropriadas, desde o momento em que o aluno entra na Instituição. De acordo com o Art. 5º da Resolução CNE/CP 2, de 19 de fevereiro de 2002, “os conteúdos a serem ensinados na escolaridade básica devem ser tratado de modo articulado com suas didáticas específicas”.

As disciplinas teóricas e as práticas educativas desenvolvidas de forma articulada a partir do semestre inicial deverão utilizar metodologias que estimulem a observação, a criatividade e a reflexão; que evitem a apresentação de soluções prontas e busquem atividades que desenvolvam habilidades necessárias para solução de problemas. Ao aluno devem ser apresentados desafios que busquem retratar a realidade que vai enfrentar como cidadão e como profissional.

A interdisciplinaridade e a construção do raciocínio crítico devem ser construídas pelo uso de técnicas metodológicas que tragam a realidade educacional para a sala de aula, proporcionando reflexão, discussão e avaliação, para a construção das disciplinas.

A orientação da IES na utilização e adequação da metodologia é no sentido de que não seja trabalhada de forma isolada ou amadora. Ou seja, que o professor, sempre que utilizar uma metodologia, documente, registre, discuta com a coordenação e a assessoria pedagógica para que o método produza efeitos reais e que se torne objeto de pesquisa para possíveis aprimoramentos.

Para que o aluno desenvolva um senso crítico, uma postura emancipatória enquanto sujeito no processo ensino-aprendizagem, e, consequentemente venha a ser um profissional preparado para uma atuação voltada à transformação social, é imprescindível que as disciplinas desenvolvam núcleos de interpenetração em outras de forma a desenvolver a interdisciplinaridade, no entanto observando a sobreposição de conteúdos programáticos.

Manter-se-á Programa de Estudos Continuados com Grupos de Estudo como forma de garantir trabalho interdisciplinar ao longo do Curso.

A orientação pedagógica para os professores é a de que tenham cuidado na elaboração de seus Planos de Ensino para que ementas, objetivos, programas, metodologias, avaliação e bibliografias estejam claras e sejam coerentes com o Projeto Político-Pedagógico do Curso, respeitando-se a liberdade de cátedra, constitucionalmente garantida aos docentes.

O processo de avaliação do curso de Licenciatura em Computação será realizado mediante avaliação interna, avaliação institucional e avaliação externa. A avaliação deverá ter como objetivo o aperfeiçoamento contínuo da qualidade acadêmica, a melhoria do planejamento e da gestão universitária e a prestação de contas à sociedade. Assim, a avaliação estará voltada para o aperfeiçoamento e a transformação do curso, preocupando-se com a qualidade de seus processos internos.

A avaliação do curso deve ser realizada de forma constante, nas reuniões de colegiado, reuniões com as turmas e com os responsáveis pelos diversos projetos existentes no curso. Esta dinâmica permite documentar os pontos positivos e negativos, as possibilidades e os limites, os avanços e as dificuldades, subsidiando a tomada de posição e a redefinição de rotas a seguir.

Os documentos originados destas avaliações compreendem as atas das reuniões dos diversos colegiados e grupos existentes, bem como nos relatórios dos processos avaliativos institucionais, em especial os resultados do relatório da Comissão Própria de Avaliação da Instituição.

Os processos avaliativos do Curso, incluindo as avaliações externas realizadas no âmbito do SINAES (avaliação in loco de reconhecimento e ENADE), devem subsidiar as decisões no que se refere ao Projeto Pedagógico de Curso e as suas necessárias alterações e ajustes para dar conta dos objetivos propostos e até mesmo para a retomada da discussão e redefinição destes, através do Núcleo Docente Estruturante.

A consideração dos diversos processos avaliativos deverá desencadear alterações sempre que necessário e respeitando-se os trâmites e exigências legais e institucionais, bem como informando, permanentemente, a comunidade acadêmica quanto às transformações efetuadas.

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